quarta-feira, 28 de março de 2018

Vivendo como igreja relacional 08

VIVENDO COMO IGREJA RELACIONAL
Escrito por Wayne Jacobsen. Traduzido por Ezequiel Netto

08 - Nós já temos um pastor! Liderança na Igreja Relacional. Dezembro de 2002.
O que Jesus tinha em mente quando falou sobre liderança na incrível comunidade do corpo de Cristo?
Por Wayne Jacobsen em colaboração com Kevin Smith, um bom amigo da Austrália. Este artigo surgiu de uma conversa que começou naquele país.
Esta é a melhor definição que já ouvi sobre liderança espiritual: se você tiver que ser pego em sua pior falta, por quem você gostaria de ser pego?
Se você realmente quer experimentar a plenitude da vida em Jesus, você não gostaria que fosse alguém que te tratasse com a mesma gentileza que Jesus tratou aquela mulher no poço, enquanto te mostrasse a verdade de uma forma que você pudesse compreender e seguir para a liberdade em Deus?
Ainda não ouvi uma afirmação que mostre de forma tão simples e clara como Jesus viveu, e o que Ele falou com seus discípulos sobre liderança em sua igreja. Até mesmo a lista de Paulo de qualificações em Timóteo e Tito mostra que aqueles que andaram com Jesus um tempo suficiente para serem transformados por Ele de maneira que poderiam facilmente serem reconhecidos em suas famílias, na comunidade e na liberdade de viver a verdade, e assim serem capazes de ajudar outros da mesma forma que Jesus faria.
Talvez a pergunta que mais ouço nas viagens é “Como você vê o funcionamento da liderança entre as pessoas que adotaram o cristianismo relacional?”. A questão por si só mostra dois problemas importantes com nossa percepção de igreja.
Primeiro, somos tão dependentes da liderança de homens e mulheres que muitos nem conseguem imaginar como viveriam sem eles. Isto é trágico, porque se nossa dependência não está em Cristo, nunca descobriremos o poder e a simplicidade do corpo de Cristo.
Segundo, nossa percepção de liderança está tão impregnada do gerenciamento e controle institucional que não conseguimos reconhecê-la sem os títulos e posições. Jesus disse que a liderança em seu reino não seria tão necessária, e funcionaria de uma forma totalmente diferente de como era feita no mundo. Infelizmente nos permitimos ser moldados aos padrões do mundo em termos de liderança.
Se possível, deixe de lado todos os conceitos humanos de liderança e releia o Novo Testamento com outros olhos. A liderança na família do Pai está claramente colocada nas mãos de Jesus como Cabeça, e no Espírito como aquele que nos mantém unidos, e nos posiciona no corpo do jeito que Ele deseja. Líderes humanos não são o principal foco no corpo de Cristo. Jesus enfaticamente mencionava isso e a maior parte das cartas jamais se referiam a estes.
Mas havia líderes na igreja primitiva”, o povo protesta, e eu concordo com todo o coração. A pergunta importante é justamente “que tipo de líderes eles eram?”.
Entre vós não será assim!
Então Jesus os chamou para junto de si e lhes disse: Sabeis que os que são reconhecidos como governadores dos gentios, deles se assenhoreiam, e que sobre eles os seus grandes exercem autoridade. Mas entre vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser tornar-se grande, será esse o que vos sirva; e qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, será servo de todos. Pois também o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos” (Mc 10:42-45).
Jesus advertiu claramente seus discípulos que, na ótica de Deus, o líder atua de um jeito diferente que no mundo porque não está baseado em gerenciamento. Até mesmo os livros atuais sobre liderança cristã são adaptações fracas do mundo dos negócios. Só por este fato já deveríamos parar e questionar.
Jesus não enxergava a liderança como o poder de comandar, mas como a paixão de servir as pessoas, compreendendo que isso é viver como filhos de Deus. Na última década, meu entendimento sobre liderança mudou completamente. Eu costumava ver isso em termos de poder - pensando que o líder era definido pela sua influência, poder institucional ou o valor de suas capacitações.
Não funciona assim com Deus. Aqueles que mais me ajudaram a crescer no amor do Pai, surpreendentemente, não tinham posições de poder, mas simplesmente me amaram o suficiente para mostrar o caminho para o coração de Deus, deixando-me decidir se eu queria mesmo seguir por ele. Na realidade, aqueles que encontro agora, e que são os mais transformados no caráter do Pai, não participam do poder das instituições que eu pensava ser tão essencial para o reino. Eles rejeitam qualquer coisa que não reflita a liberdade inocente de andar juntos, focados naquilo que agrada ao Pai.
A primeira pessoa que encontrei vivendo desta forma me deixou chocado. Sempre que abria sua boca, a sabedoria jorrava de forma muito simples. Ele conhecia muito mais de Deus do que eu jamais poderia esperar, e seu espírito calmo espelhava a natureza de Jesus da mesma forma que eu lia nos evangelhos.
Ele tinha sido pastor por vários anos, mas preferiu sair durante uma brutal briga congregacional, em vez de usar suas táticas para assegurar sua posição. Nos 15 anos seguintes ele entregava jornais, e eu pensava que fosse apenas para pagar as contas até conseguir outra posição ministerial. Eu estava errado! Mas não percebi isso até o dia em que falei com ele que estávamos considerando-o como um futuro presbítero e possivelmente como um líder de tempo integral.
Para minha completa surpresa, ele ouviu por um tempo e sacudiu a cabeça - “Só não estou interessado”, ele disse. Quando o questionei sobre esta reação, ele simplesmente riu e disse que eu compreenderia um dia.
Penso que agora compreendo o que ele queria dizer. Aqueles que atuam mais eficazmente na liderança no corpo de Cristo não precisam de títulos, salários ou posições de autoridade. Na realidade, estas coisas apenas nos distraem do chamado de Deus. Aqueles que estão sendo transformados pela vida de Cristo sabem que existe um conflito inerente entre autoridade espiritual e poder institucional. Infelizmente, a maioria das pessoas nas instituições não compreende esta realidade, e continua sendo ferida por aqueles que atuam como líderes e falham em reconhecer que a verdadeira liderança Deus generosamente disseminou através do corpo. Talvez precisemos pensar de uma forma diferente.
Vidas transformadas, não credenciais.
Eu nunca vou esquecer a primeira vez que vi "Rev. Wayne Jacobsen” pregado sobre a porta do meu escritório. Mesmo com minha mentalidade profissional do ministério há 27 anos, foi um choque. Eu tinha 22 anos, com um bacharel em teologia e duas semanas de experiência em casamento. Como eu imaginava ser um líder no corpo de Cristo? Seria engraçado agora se não fosse tão trágico. Mesmo que Deus tenha usado esse tempo em minha vida, a despeito de eu não compreendê-lo suficientemente, agora percebo o quão pouco a minha vida naquela época refletia as prioridades de Deus.
Embora não tivesse capacidade de reconhecer isso na época, hoje compreendo que era movido menos pelo desejo de servir a outros, do que por saciar meu ego ao exibir minhas habilidades na oratória, demonstrando meu valor em influenciar o máximo de pessoas possível. O que era mais estranho é que o povo fazia isso sem mesmo questionar se era vontade de Deus.
Hoje as pessoas são qualificadas para a liderança baseando-se em eu grau universitário, eloquência, conhecimento bíblico ou sua capacidade de atrair multidões, gerenciar a visão ou manipular pessoas para ajudá-lo a alcançar o alvo. Se eles recebem um salário de uma instituição religiosa, ou possuem um título, cremos que eles são líderes, mesmo que suas vidas não reflitam a vida de Deus.
Algum dia isso vai mudar? Não deste lado da eternidade! Produzimos uma completa indústria de seminários e posições institucionais para “preparar” pessoas para conduzir nossas instituições religiosas. Eles saem com uma dívida de 30 mil dólares e a necessidade de encontrar uma carreira para justificar essa despesa. Enquanto passava esse período, eles nem mesmo tiveram tempo de serem transformados pela vida de Cristo e demonstrar isso na vida pessoal. Não me admiro que existam tantas falhas e erros entre aqueles que buscam liderar no corpo de Cristo.
Homens e mulheres, em sua maioria bem-intencionados, entram para o “ministério” por todas as razões certas, mas permanecem por todas as razões erradas. O Novo Testamento reconhece os líderes pela evidência de uma vida transformada que se manifesta numa conexão vital, diária, dinâmica e relacional com o Cabeça. As pessoas podiam testemunhar que eles tinham estado com Jesus. Não importava o dom que possuíam, ou os que não tinham, só se o caráter deles foi transformado a tal ponto que eles tratariam aos outros da mesma forma que Jesus faria - com a mesma combinação de verdade e bondade.
Por isso que é importante que cada crente esteja completamente familiarizado com o Jesus da Bíblia, pois a única maneira de reconhecermos uma liderança da parte de Deus em nosso meio é quando pessoas reflitam sua glória, sua verdade e seu comportamento na forma que vivem.
Complementos, não substitutos.
O corpo de Cristo só pode estar saudável onde cada membro estiver crescendo em relacionamento com Jesus e aprendendo a viver com sua visão da realidade. Ele é o Cabeça e, por isso, deve ter “a primazia em todas as coisas” (Cl 1:18). Isso só pode acontecer se cada crente experimentar a profunda amizade que Jesus quer com cada um de nós.
Infelizmente os líderes atuais nem sempre ajudam as pessoas a viverem essa realidade, mas oferecem um substituto - e as pessoas gostam disso. Como os filhos de Israel, muitas pessoas preferem deixar Deus de braços abertos esperando os tão chamados líderes que estarão com Deus em favor deles, para que possam então segui-los, mas apenas quando acharem que isso é o melhor.
Ao longo de dois mil anos essa visão de liderança foi removendo do povo de Deus a confiança na habilidade de Deus trabalhar no meio deles, tornando-os cada vez mais dependentes do clero e das instituições em relação à vida espiritual. Não é de se admirar que cada sistema religioso tenha criado um local, um santo homem guru especialista nos assuntos espirituais? Nem Jesus e nem Paulo concordariam com as regras que estabelecemos para a vocação de pastores, sacerdotes e “obreiros” que ocupam o lugar de Jesus no meio de seu povo. Jesus distribuiu estes dons para um grande grupo de pessoas que ajudam aos outros a colocar sua dependência em Cristo, não neles mesmos, em seus programas ou em seus livros!
Os primeiros apóstolos nunca viram isso como ameaça a sua posição no corpo, ou falarem coisas como “vocês não têm necessidade que ninguém vos ensine”. “Vocês têm a unção do Único Santo para conhecerem o que é a verdade e o erro”. Eles queriam seguidores de Jesus que aprendessem a confiar e ouvir diretamente dele à medida que vivessem em relacionamento mútuo uns com os outros.
Eles não estavam tirando a importância dos ensinos e aconselhamento, mas pondo cada coisa em seu lugar. Qualquer dom que temos no corpo é apenas um complemento para o agir de Deus em nosso meio, e não um substituto para isso. Na melhor das hipóteses, o toque de um líder é apenas temporário, ajudando pessoas ao longo da caminhada, quando rapidamente retornam para o seu lugar permanente como irmão ou irmã.
A liderança no corpo acontece simplesmente quando Jesus expressa a si mesmo pelo Espírito Santo por meio de uma vida submissa. Infelizmente a síndrome de estrelismo na igreja faz com que, muitas vezes, exaltemos e demos glória aos mensageiros, em vez de àquele que governa todas as coisas.
Ninguém pode assumir o lugar de Jesus no corpo. Por isso que Paulo falou para o povo não ouvir ninguém que distorcesse o evangelho de Jesus (Gl 1) e nem seguir aqueles que queriam impor a vontade de Deus para os outros (Cl 2). Aqueles que têm o coração de Jesus para o corpo serão sempre cuidadosos para que os outros cresçam dependentes apenas do próprio Senhor. Eles nunca privarão um irmão ou irmã da alegria de aprender como viverem livremente todos os dias em submissão ao próprio Cristo.
Servir, não controlar.
Há algumas décadas atrás, um pregador popular definiu liderança espiritual como a capacidade de “motivar as pessoas a fazer o que elas, de outra forma, não escolheriam fazer livremente”. Isso é manipulação e não liderança. Enquanto isso pode ser verdade no treinamento básico de sargentos, ou publicitários criando comerciais, isso é o oposto do que Deus tem em mente para seus filhos.
Praticamente todos atualmente conhecem bem o ideal bíblico de liderança pelo serviço, mas a maioria não percebe que quanto mais você tenta levar pessoas a fazer o que você pensa que é melhor, você está agindo como mestre, e não como servo. Você não está servindo a eles; eles estão te servindo.
Se alguém tem o direito de ser servido, este seria Jesus, que é antes de tudo o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores. Mesmo Ele não tirou vantagem desta posição (quando certamente poderia ter), mas em vez disso dedicou-se a ajudar os outros a se estabelecerem na casa do Pai.
Nós mal podemos falar sobre liderança atualmente sem usar a linguagem de gerenciamento. Vemos líderes como aqueles que por poder, influência ou unção compelem outros a agir. Nosso sistema religioso pega pessoas com coração voltado para Deus e transforma estas em administradores de programas, que moldam pessoas a esses programas e pensam que isso é uma forma de amar. Aqueles que estão no topo de algum processo hierárquico institucional detêm grande poder sobre as pessoas, e também recebem grandes benefícios pessoais desta relação.
Quando Jesus viveu num corpo físico, Ele não tratava de poder da mesma maneira que os outros fizeram, o que deixou seus discípulos impressionados. Em vez de conquistar poder, Ele se esvaziava dele. Ele sabia que o caminho para ajudar pessoas na vida do Pai não era conduzindo-as para lá, mas deixando-as conhecer a realidade do Pai e ajudando-as a viver nela. Ele sabia que obrigar as pessoas a fazer algo jamais ia funcionar, e então Ele dava a elas a liberdade de escolha. Da mesma forma os primeiros discípulos tinham a graça de falar a verdade para as pessoas, e deixá-las com liberdade de escolha, de acordo com a consciência delas.
Qualquer líder piedoso fará o mesmo. Eles não criarão poderosas centrais de influência, dinheiro ou programas que podem ser gerenciadas ou exploradas, mas deixarão o corpo fazer o que Deus está direcionando.
Função, não identidade.
Cuidado com qualquer um que encontra sua identidade no corpo baseado em regras de liderança ou títulos ministeriais. Tão claro como Jesus nos falou todas as coisas, Ele falou a seus seguidores para não depender deste absurdo, baseando-se num falso entendimento da família do Pai. “Não sejam chamados de mestre, pois um só é o vosso Mestre, e vocês todos são irmãos. E não sejam chamados de líderes, pois um só é o vosso Líder, isto é, Cristo” (Mt 23:8,10).
A relação primária de cada membro no corpo é estar conectado com a Cabeça, e depois compartilhar sua vida uns com os outros como irmãos e irmãs. Não precisamos de uma maior identidade do que a de irmãos e irmãs em Cristo, e nada que Deus nos pede para ajudar uns aos outros vai alterar esta simples identidade. O fato que nossa cultura tem edificado a vida do corpo em torno de “líderes” e “não líderes” rouba a liberdade do corpo de compartilhar a vida de Deus em comunidade.
Aqueles que buscam credibilidade em sua graduação, em sua habilidade com a língua original das Escrituras, ou algum tipo de unção “extra” não experimentada pelos outros crentes, demonstra pela prática o quão pouco da natureza de Deus eles de fato compreendem. Qualquer um que se eleva acima dos outros destrói o valor de tudo o que Deus quer compartilhar através de si.
Então, o que os líderes fazem? As Escrituras nos dão três funções para os líderes:
1) Facilitador, não controlador: liderar no corpo é tão simples como ter iniciativas, pela direção de Deus, ações e atividades, e convidar outras pessoas a caminharem juntas, e compartilharem desta mesma experiência. Liderança não busca controlar um evento ou ter certeza que isso acontece porque pensam ser melhores, mas agir como catalisador que permita aos outros expressarem o que Deus revelou a eles. Isto acontece simplesmente quando alguém nos conduz num cântico, convidando pessoas para comunhão, ou planejando uma atividade externa. O dom de liderança pode deixar a bola rolar e ver se os outros vão pegá-la, e fazê-la rolar pra frente.
2) Para equipar, e não para fazer: em vez de assumir a centralidade do corpo com seus dons, o verdadeiro líder se encobre por trás do cenário para ajudar aos outros a crescerem na vida de Jesus e descobrirem como Deus quer expressar a si mesmo através deles. Como a melhor atuação é pelo exemplo, eles têm a vida disponível diante dos outros de forma que aprendam como se ligarão a Deus de forma significativa. Eles não vão se aproveitar da timidez das pessoas, e nem mantê-las sob culpa, mas as livrarão da vergonha de forma que se comprometam num relacionamento transformador com Deus. (Qualquer um que viva isso sabe que funciona melhor em pequenos grupos onde existe uma verdadeira troca de diálogos, do que em grandes reuniões). Como as pessoas se tornam livres para viver a vida em Deus, eles saberão como se relacionar com os outros e permitirão que o corpo reflita a perfeita imagem de quem Jesus é no mundo ao redor deles.
3) Zelar, e não policiar: Apesar de não tentar gerir o corpo, os líderes devem olhar além de si mesmos para ajudar o corpo a viver em plenitude. Eles vão procurar aqueles que exploram o rebanho em seu próprio benefício e conversar com eles honesta e amorosamente. Eles ajudarão aos novos crentes a discernirem entre os verdadeiros e os falsos crentes e encorajá-los a voltar para Jesus quando se distraírem.
Um rebanho e um pastor.
Quando Deus expôs os falsos pastores em Ezequiel 34, não disse que se livraria deles para conseguir outros melhores. Ele disse que removeria os falsos pastores e Ele mesmo pastorearia o rebanho. Ele conduziria as ovelhas para pastos seguros e as protegeria dos agravos de forma que jamais estariam temerosas ou seriam abusadas novamente.
Com estas instruções, por que tanta gente atualmente insiste em serem pastores? Isto não é o que diz I Pe 5. Pedro fala que aqueles chamados como líderes devem fazê-lo da mesma forma que Jesus fez, não por compulsão, não por ganância, nem por se assenhorear do rebanho, mas simplesmente sendo um exemplo da vida de Cristo para os outros.
Aqueles que tentam agir em benefício próprio estarão em uma posição insustentável. Eugene Peterson descreveu em sua tradução de Sl 14:3 como “ovelhas se revezam no papel de pastor”. Isto dá aos falsos mestres uma plataforma para enganar e manipular as pessoas e prendem pessoas bem-intencionadas em regras que distorcem a realidade da família de Deus.
Por que pensamos que precisamos de um líder a seguir, quando temos o próprio Líder conosco? Em João 10 Jesus disse que era o único pastor e aqueles que o seguissem seriam “um só rebanho com um só pastor”. Por que o corpo de Cristo é tão fraco e dividido atualmente? Porque marchamos após milhares de pastores, cada um alegando ter o manto de Jesus e conduzindo pessoas para o que eles acham ser o melhor.
Como você vive esta realidade na prática? Se você se encontra sobrecarregado por alguém que quer ser o seu pastor, você deve se afastar. Enquanto você pode se beneficiar de alguma coisa de Deus nele, viver sua vida espiritual através dele só te trará prejuízos. Não pense que tenha que desmontar as organizações deles - apenas viva na liberdade que Deus te deu.
Quando Deus te aproximar de alguém que foi moldado por sua vida, escute e preste atenção, mas sem se tornar dependente dele. Não seja paranóico de se tornar presa de um falso líder a ponto de perder as bênçãos das pessoas maravilhosas que Deus colocou perto de você.
E se você é um daqueles que foi liberto do desejo de governar sobre os outros, agora é o tempo de você parar. Não pense nem por um momento que Deus te levou para fora das estruturas para ficar isolado. Ele fez isto para te libertar das garras das instituições para que possa servir às pessoas de forma mais abrangente, numa vida de plenitude, nele mesmo.
Nós seremos um rebanho quando abraçarmos um só pastor. Somente quando todos aprendermos como viver nele, e seguir a Ele, que perceberemos a alegria e o poder da unidade que desejamos na igreja. Qualquer um que participar dessa família, não aceitará nada que seja menor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário